Descaminhos

poesia


O que não foi tem o peso de uma vida;
O que não foi vivido...
O que não foi alcançado...
O que não foi amado...

Quem nunca em algum dia de sua vida não parou para pensar que poderia ter tido filhos, casado, feito outra faculdade, estar em outro emprego, se declarado para aquele alguém impossível. 

Então a vida vai nos guiando por caminhos tortuosos, e em certa altura de nossa maturidade nos vemos pessoas completamente diferente daquele que sonhávamos ser na adolescência. Qual o momento exato que desandamos essa receita de bolo tão saborosa em nossas mentes juvenis? Que caminho nebuloso tomamos para que em certa altura da vida olhemos para o passado e enxergamos jovens com muitos sonhos e nenhum senso de realidade.

Ah a vida, quero declarar a ela que não compro a ideia de ser o que sou e muito menos dou lhe o direito de calar o que poderia ter sido. Quero de volta meus 18 anos!! Com a maturidade de hoje para por tudo no lugar e assim chegar lá... há este meu lá que nunca visitei agora que chego a maturidade me proporciona um saudosismo daquilo que nunca vivi; as pessoas que não encontrei, as emoções que não senti e os amores que não realizei.

Mas sem maquina do tempo como fazemos para dar marcha ré? O jeito é ficarmos por aqui mesmo, mastigando as migalhas do que pôde ser possível?! Vai vida plantar sementes infrutíferas em campos com mais solidez porque o meu já esta cansado de seus descaminhos.

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